Em uma de suas mais recentes pesquisas acerca dos times de preferência dos brasileiros, o Instituto Datafolha confirmou que o Ferroviário é dono de uma marca forte e respeitável. Sua torcida é a 13ª maior do Nordeste e a 45ª maior do Brasil, resultado que poderia ter sido ainda melhor caso a pesquisa não tivesse sido realizada em época tão desfavorável para os corais: entre os dias 26 e 29 de novembro de 2007, período em que o Ferroviário completava cerca de 7 meses sem um jogo oficial. Em 2001, a Gazeta Mercantil já havia publicado um artigo dando conta que o potencial de torcida coral contemplava cerca de 200 mil pessoas.
Segundo a Datafolha, a torcida coral é composta, em sua grande maioria, por indivíduos do sexo masculino, com faixa etária entre 16 e 34 anos, nível médio de escolaridade, renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos, o que coloca o torcedor do Ferroviário dentro da população economicamente ativa do país. Tais dados comprovam a quebra de velhos tabus consolidados ao longo do tempo, frutos de observações maldosas e inverídicas que atendem, historicamente, a vários interesses econômicos e comerciais no futebol cearense. Colocações que fazem menção a um grande percentual de idosos na torcida coral e ao reduzido número de torcedores do clube na capital cearense são paradígmas derrubados e execrados pela recente pesquisa.
Em qualquer situação, aonde quer que estejam, as torcidas organizadas levam faixas, bandeiras e suas inconfundíveis baterias. Ricos ou pobres, os torcedores mostram alegria no estádio com cânticos animados, sempre apoiando o time e jamais desistindo. Normalmente partem deles as novas coreografias, cantorias e frases que embelezam ainda mais o estádio nos dias de jogos do Ferroviário.
Além disso, é principalmente através das torcidas organizadas que a família coral é representada em jogos fora de Fortaleza, seja no interior ou em outras cidades do Brasil. São nas excursões que as organizadas integram-se com corais país afora, se mostrando animadas e participativas nos jogos disputados por todas as competições do Ferroviário.
Fundada em 4 de novembro de 1990 pelos irmãos Plácido, Marinho e Júnior, todos da família Fiúza, juntamente com os amigos Audízio, André e Neto "Mancha", a Falange Coral é hoje a principal torcida organizada do Ferroviário.
O curioso é que, mesmo tendo como data oficial de fundação o dia 4, a estréia da torcida nas arquibancadas aconteceu justamente um dia antes, no sábado, 3 de novembro de 1990, e o que é melhor: com o "pé direito". Naquela oportunidade o Ferroviário goleou o Tiradentes pela placar de 4x0, em partida válida pelo Hexagonal do Campeonato Cearense de 1991. Isso mesmo, em novembro de 1990 já se jogava o estadual de 1991.
Sábado, 03/11/1990
Ferroviário 4x0 Tiradentes
Estádio: Presidente Vargas (Fortaleza-CE)
Ferroviário: Robinson; Jaime, Valdecy, Gilmar Furtado e Soares; Toninho Barrote, Ademir Patrício e Basílio (Paulo Sérgio); Cantareli, Magno (Evilásio) e Jorge Veras. - Técnico: Martins Monteiro.
Hexagonal do Campeonato Cearense de 1991
Árbitro: Joacy Melo
Conhecida como a mais vibrante torcida organizada do estado, a Falange já teve os seguintes presidentes: Júnior Fiúza, Plácido Fiúza, Waydson Martins, Neto "Mancha", Adalberto Martins, Junior "Piu-Piu", Fabrício "Frajola" e Rodger "Bambu". O atual é João "Gererê".
Ainda chamada simplesmente pelo acrônimo TFC, a Torcida Falange Coral subdivide-se em esquadrões para uma melhor organização entre seus associados. Devido a um belo trabalho de relações públicas, a Falange Coral possui milhares de correspondentes e admiradores espalhados pelo mundo.
Além da Falange Coral, o Ferroviário possui outras torcidas organizadas atuantes e que estão presentes contantemente nos jogos, com destaque para a Ultras Resistência Coral, TIC (Torcida Independente Coral) e Legião Coral.
Fundada em 31 de julho de 2005 por torcedores anarquistas e comunistas, a Resistência Coral chama bastante atenção nos estádios pela sua politização, que fica evidente em lemas escritos nas suas faixas como "Nem guerra entre torcidas, nem paz entre classes".
A Resistência Coral se define como uma torcida organizada Ultras, semelhante às que existem no futebol europeu. No caso, uma torcida Ultras de esquerda, anti-fascista e anti-racista. "Não enxergamos os torcedores de outros times como Potenciais inimigos, já que a composição social das torcidas no Brasil é principalmente de trabalhadores ou jovens filhos de trabalhadores", é o que está escrito em uma passagem do manifesto de lançamento da torcida.
A estreia da Ultras Resistência Coral nas arquibancadas foi no primeiro jogo coral do Campeonato Brasileiro de 2005, quando o Ferroviário venceu o Serrano (PE) pelo placar de 5x2 e iniciou a sua caminhada na Série C daquele ano.
Domingo, 31/07/2005
Ferroviário 5x2 Serrano (PE)
Estádio: Presidente Vargas (Fortaleza-CE)
Gols: Júnior Cearense, Anderson, Moré (2) e Eli (Ferrão) e Claudinho e Rogério (Serrano).
Campeonato Brasileiro da Série C 2005
Público: 2.964 torcedores.
Preliminar: Ferroviário 11x1 Floresta (Sub/18)
Outras torcidas corais já não permanecem tão fortes como antigamente, mas, com certeza, ficarão para sempre na lembrança de todos. A seguir uma relação das principais torcidas organizadas do Ferroviário Atlético Clube em toda a história.