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11/03/2010
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Batizado de Blogservatório, o blog do Portal Oficial do Ferrão conta com: Arthur Ferraz, Chateaubriand Arrais Filho, Emmanuel Garcia, Evandro Ferreira Gomes, Flávio Assunção Filho e Vitor Monteiro.
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03/03/2010 Quando a decadência encontra a incompetência
27/02/2010 Abandono no primeiro turno. E no segundo?
22/02/2010 De cabeça erguida e acreditando, sempre!
18/02/2010 Liderança merecida e de olho em mais uma final
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03/03/2010
Quando a decadência encontra a incompetência


Manter o velho hábito de ler os principais jornais da cidade, logo cedo pela manhã, está ficando cada vez mais difícil. Antes, sair de casa sem folhear as páginas dos periódicos locais me dava o terrível status de desinformado. Hoje, não mais. Em tempos de banda larga, portais em tempo real, blogs e twitters da vida, a sensação que tenho ao ler nossos jornais é de que não passam de um aglomerado de notícias velhas e requentadas, copiadas ipsis-literes de mídias mais ágeis e totalmente adaptadas à velocidade da informação reinante no Século XXI.

Os nossos jornais não migraram à toa para as plataformas digitais. Recordo que já em 1997, durante uma temporada no exterior, a versão do Jornal O Povo na Internet salvava meus dias com informações do Ferroviário. Jamais vou esquecer a notícia, por exemplo, da morte do craque Amilton Melo, lida numa fria manhã do verão europeu, no momento em que degustava um capuccino em meio à dezenas de usuários de um cybercafé no centro de Amsterdã. Entretanto, os tempos mudaram e parece que muita gente que vive no meio jornalístico ainda não percebeu.

É consenso no mundo todo que o jornal que traz, hoje, as noticias de ontem está fadado ao fim. Devido à velocidade da informação, a maior parte das principais notícias de ontem já são do conhecimento da grande maioria das pessoas. Quem precisa comprar jornal? O jornal impresso do futuro é aquele que apresenta um caráter muito mais prospectivo do que retrospectivo, muito mais opinativo e interativo, que converge para as mídias digitais promovendo uma expansão de conteúdo. Qualquer coisa fora dessa padrão, será apenas uma mídia fadada ao abandono das pessoas. "food for thought", como dizem os ingleses.

Hoje, procurei notícias sobre a vitória coral em Itapipoca. No Diário do Nordeste, encontrei apenas uma ridícula nota, trazendo informações genéricas sobre a partida, claramente retiradas de um site esportivo que provê informações em tempo real. O verdadeiro retrato da preguiça, desculpem a franqueza. Sequer a ficha técnica do jogo, tão essencial e tradicional nas matérias de jogos oficiais, foi levantada. Por sua vez, percebe-se que o pessoal do Jornal O Povo teve o cuidado de colher informações com quem acompanhou a partida, talvez uma rádio itapipoquense ou um trabalho de rádio-escuta via Internet, cumprindo com dignidade a missão de informar acerca de um importante jogo do campeonato cearense. Posso crer que a diferença de abordagem em torno do mesmo fato está na linha editorial e no nível de competência dos que fazem cada periódico. É um direito meu ter essa opinião. Mais uma vez, "food for thought". 

Na era das mídias interativas e demanda por informações customizadas, nada mais evidente que a necessidade dos clubes de aprimorarem seus próprios mecanismos de comunicação, dotando-os de um nível profissional capaz de estabelecer um fluxo contínuo de conteúdo conveniente e pertinente, diretamente direcionado para seu público-alvo. Quando a decadência encontra a incompetência, só nos resta esquecer os velhos hábitos e buscar a renovação constante do nosso jeito de colher as informações que nos interessam. "food for thought", desculpem a insistência.

Postado por Evandro Ferreira Gomes 22 Comentários

27/02/2010
Abandono no primeiro turno. E no segundo?


Tenho um levantamento da média de público dos jogos do Ferroviário nos últimos 44 anos. São informações que podem sugerir explicações para vários momentos da vida do clube, e hoje, principalmente, para minimamente tentar entender as razões pelas quais a torcida coral resolveu abandonar o seu time de coração em 2010. Sim, é o que se pode inferir desse trabalho. A palavra certa é abandono, independente das razões. Espero que o quadro seja revertido com o início do 2° turno do campeonato cearense já que o poder da mudança está na mão dos próprios torcedores.

Como explicar que um time que chegou a semi-final do 1° turno tenha uma das piores médias de público desde 1967? O número de torcedores que prestigiou o Ferroviário nos dois primeiros meses do campeonato é vergonhosamente equivalente às médias dos anos em que o time coral lutou contra o rebaixamento ou fez campanhas tão pífias que até o mais fanático dos torcedores resolveu tirar férias. Chega a ser patético.

Quando a atual direção assumiu o clube, havia uma certeza que preferiu-se omitir a fim de evitar comentários maldosos, a de que dificilmente o Ferroviário teria condições de participar do campeonato cearense, dado o estado de penúria e sucateamento em que o clube foi encontrado. Num esforço hercúleo, a direção de futebol montou um time jovem e coeso, capaz de fazer o Tubarão entrar em campo com dignidade e manter a tradição de único clube a disputar todas as edições do campeonato cearense da primeira divisão desde 1938. Esse time terminou a fase classificatória em primeiro lugar e sucumbiu apenas diante de uma equipe mais experiente e com folha salarial quatro ou cinco vezes superior. Mas a maioria da torcida do Ferroviário parece insensível aos fatos. Triste realidade.

Defendo sempre a tese de que a torcida coral é mais numerosa do que muita gente pensa. Não fosse, o clube jamais teria entrado gratuitamente nos resultados de uma séria pesquisa realizada pelo Datafolha há cerca de dois anos, que apontou a nossa torcida como a 13ª maior do Nordeste e a 45° maior do país. Entretanto, não adianta ter uma grande torcida, não comparecer a campo e deixar o time na mão. Talvez isso explique em parte a atual situação financeira do clube. Montou-se uma equipe esperando, pelo menos, uma participação de público semelhante ao ano passado, a 16ª melhor da história, e o que se vê é algo parecido com as piores campanhas do time em todos os tempos. É, no mínimo, contraditório.

Dizem que os números não mentem. Há quem simplesmente prefira não compreendê-los, por pura incapacidade ou desinteresse. Entretanto, eles podem muito dizer aos olhos de quem pára e analisa os fatos friamente. A verdade é que, pelo menos no 1° turno, estranhamente e vergonhosamente, a torcida do Ferroviário abandonou o time. Porém, nunca é tarde para reverter a situação. Vamos aguardar, pois somente o tempo é senhor da razão e o destino coral está na mão de seus torcedores, fiéis de preferência.

Postado por Evandro Ferreira Gomes 48 Comentários

22/02/2010
De cabeça erguida e acreditando, sempre!

Sei como todos devem estar se sentindo. Sei da frustração, da tristeza e da raiva que cresce após uma derrota em uma semifinal. No calor das emoções, pensamos em jogar tudo para o alto, falamos em abandonar de vez o Ferroviário e dizemos que não vamos mais a jogos. É algo normal. É da natureza humana. Ninguém gosta de perder, ninguém gosta das gozações que aparecem após perder para um rival, muito menos de assistir a uma final de campeonato onde nosso time poderia estar. E o pior: que tinha plenas condições de estar.

Quem me conhece sabe que não sou conformista. É lógico que quero sempre mais. Mesmo após uma fase classificatória excelente, onde houveram tantas desconfianças por parte de alguns torcedores, eu queria sim que vencêssemos o Fortaleza, que chegássemos à final e que fôssemos campeões. Claro que queria. Só não é assim que funciona.

Quando o Ferroviário iniciou a partida contra o Fortaleza, meus olhos brilharam, porque eu via ali uma equipe bem postada e com um toque de bola refinado. A meia-cancha coral envolvia a equipe adversária com ótima movimentação e passes precisos, principalmente através de Diego e Dionattan. Saulo, uma grata surpresa, descia muito bem na lateral-direita e criava ótimas oportunidades, enquanto Paulo Paraíba mais uma vez se mostrava seguro na defesa, bem como Alberto, um monstro na proteção à zaga.

Tudo começava bem e ficara melhor ainda quando Pereira fez o primeiro gol da partida. A expectativa elevou-se e o bom início se seguiu durante mais algum tempo, onde o FAC não deixou o Fortaleza jogar. Então, veio um escanteio e o gol empate. Era hora de respirar fundo e recomeçar. Apesar da partida se equilibrar, continuamos com uma melhor posse de bola e tentando furar a defesa leonina.

Na segunda etapa, alguma coisa pesou, talvez a experiência, e o time coral não apresentou o mesmo futebol. Ainda sim, a nossa zaga se mostrava bem posicionada e conseguíamos sair bem no contra-ataque. Mas em dado momento, Armando Desessards saca corretamente o volante Alberto, para que o mesmo não recebesse segundo cartão amarelo. O problema é que o gol da virada saiu justamente quando o Ferroviário arrumava a casa após a entrada de Alisson. Nada de lamentação, a sorte é do Fortaleza. Atrás no placar, fomos ao ataque e houveram ainda três chances claras que poderiam levar a partida para os pênaltis, mas que, infelizmente, pecamos nas conclusões. Resultado: Fortaleza na final.

A verdade, é que clássico é isso. Nos mínimos detalhes uma equipe sai vitoriosa. Dessa vez o Fortaleza, na próxima pode ser o Ferroviário. A questão é que gostei de termos jogado de igual para igual. Não dá para questionar a superioridade do Fortaleza em termos de elenco e experiência. Isso é fato. Mas não nos intimidados e fomos dignos de respeito. Fiquei triste ao ver comentários de torcedores dando conta de que o Ferroviário "tremeu mais uma vez". Bem, isso não tenho dúvidas de que não aconteceu. Jogamos como um time grande deve jogar. No final das contas, esse foi o motivo de ter aceitado o resultado tão facilmente e aplaudido os jogadores ao final da partida. Eles tiveram determinação e comprometimento e é isso que sempre pedimos aos jogadores que defendem nossas cores. Mais do que um elenco de estrelas, é o que pode fazer a diferença.

E apesar da frustração, todos nós sabemos que logo vamos nos recompor e estaremos juntos, mais uma vez, vibrando com as cores corais e acreditando que este é o nosso ano. Tentem confiar mais um pouco, pois apenas uma das chances foi perdida. Em minha opinião, estaremos ainda mais fortes no segundo turno. Eu confio, e você?

Postado por Flávio Assunção Filho 32 Comentários

18/02/2010
Liderança merecida e de olho em mais uma final

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer o convite feito pelo amigo Chateaubriand Filho para que eu integrasse a equipe do Blogservatório. Será um prazer tecer comentários, trazer informações e compartilhar idéias sobre nosso amado clube. Há, realmente, muitas coisas que gostaria de falar a respeito, o que farei aos poucos, nas próximas postagens. Acredito que, neste primeiro momento, apenas duas coisas verdadeiramente importam ao nosso torcedor: a excelente campanha na primeira fase do primeiro turno e a difícil partida frente ao Fortaleza na semifinal que se aproxima.

A última rodada da fase classificatória foi, sem dúvida, emocionante. Placares se alterando a todo o momento, uma gangorra na classificação e os torcedores cada vez mais ansiosos para terem a definição dos confrontos do quadrangular. Fora de casa, o Ferroviário fez sua parte e coroou sua excelente participação na fase classificatória, vencendo o Limoeiro pelo placar de 2x1. A vitória deu ao FAC a merecida liderança.

Queria destacar um fator que, em minha opinião, contribuiu muito para ótimo desempenho: a disposição tática da equipe. É verdade que não temos um time de estrelas, e sim um ótimo elenco composto por jogadores comprometidos e com muita vontade de vencer. Assim, o treinador Armando Desessards conseguiu encontrar uma formação sólida e bem eficiente, que, aliada a esses jogadores, que cumprem perfeitamente seu papel, e uma zaga bem postada, conseguiram trazer resultados importantes. Fica claro que o conjunto se sobressaiu, mesmo que alguns jogadores mereçam destaque, como Paulo Paraíba, Alberto e Felipe Klein. Mas vários outros surpreenderam, enquanto alguns cresceram bastante durante a competição

É certo que ainda temos um caminho complicado para atingirmos nosso objetivo, que é a conquista do turno. A primeira missão é ultrapassar o nosso rival Fortaleza, que vem em uma crescente. Mas, engana-se quem pensa que são favas contadas, como alguns membros da imprensa afirmam categoricamente, deixando de lado a imparcialidade. Como citei, temos um time bem armado e com atletas que jogam com garra e determinação. Só isso já bastaria para jogarmos de igual para igual essa decisão. Fora, é claro, o fato de que clássico nunca se tem favorito.

Sim, perdemos na primeira fase para os mesmos adversários de domingo. Mas – e isso não é desculpa, e sim uma constatação -, gostaria de lembrá-los que perdemos desfalcados de vários titulares e com uma arbitragem que infelizmente não foi feliz para os lados corais. De qualquer forma, é passado. O que quero alertar é para que não haja temor, receio ou dúvida quanto à capacidade de nossa equipe. Terminamos a fase classificatória como líderes e não é qualquer time que consegue tal proeza. Como exemplo, cito o Ceará, que há pouco tempo subiu para a primeira divisão do Brasileirão. O clube, comandado por PC Gusmão, nem sequer participa do quadrangular. Daí percebemos a dificuldade deste campeonato. Então, vamos acreditar e marcar presença na partida de domingo. Agora, mais do que nunca, os jogadores necessitam de nosso apoio. Todos ao Castelão!

Postado por Flávio Assunção Filho 28 Comentários

04/02/2010
Para tudo existe uma explicação, né Vantuir?

Vantuir, goleiro do Guarany de Sobral, disse que a culpa pela série de empates do time rubro-negro dentro de casa é... o excelente gramado do estádio do Junco. Confira matéria veiculada no Jangadeiro Esporte Clube, contendo os melhores momentos de Guarany x Ferroviário e, no final, as inacreditáveis palavras dele.

Aproveito para parabenizar a equipe de esportes da TV Jangadeiro. Diariamente, os principais vídeos do programa são colocados no Youtube e disponibilizados no blog de esportes da emissora. Muito bom.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 8 Comentários

03/02/2010
Ora bolas: os campeonatos estaduais, por Sérgio Redes

Retransmito interessante texto de Sérgio Redes, publicado semana passada em sua coluna "Ora bolas" do Jornal O Povo. E antes que me perguntem, já respondo: sou fã incondicional dos campeonatos estaduais e os defenderei sempre.

Outro dia assisti pela TV Brasil um debate sobre a importância dos campeonatos estaduais. Presentes o técnico Dorival Jr, o ex-técnico Rubens Minelli, o ex-jogador Leandro Ávila, o narrador da Rede Globo Edson Mauro e o comentarista da rádio Tupi Rubem Leão.

À exceção do Rubem Leão, que apesar de destacar a rivalidade entre os clubes locais, não via muita importância nas competições, todos os outros participantes eram a favor dos Estaduais. Leandro Ávila, volante tricampeão pelo Flamengo e pelo Vasco, contou da competição entre os dois grandes do Rio.

O programa, também aberto aos telespectadores, perguntou se eles eram contra ou a favor dos campeonatos. E os telefonemas e e-mails revelaram que 79% das respostas eram a favor, por conta das rivalidades e pela importância da conquista de um título estadual na história de um clube.

Por aqui conheço gente que também é contra os Estaduais. E não estou falando de dirigente de clube, que tem que pagar a folha salarial do fim do mês, e sim daqueles da própria imprensa esportiva, que acham ruim ter que cobrir jogos considerados deficitários e que dão um mínimo de audiência.

Até entendo a reação porque o trabalho é árduo e audiência significa patrocinadores, mas, ao olhar por este ângulo, se enxerga apenas o lucro das empresas e dos clubes envolvidos, e não se atenta para o fato de que a extinção dos Estaduais desempregaria muito jogador.

O Mestre, meu guru aqui da Beira mar, não vê nisso um problema e sim um alívio porque tem muito jogador ruim que deveria estar fazendo outra coisa na vida, mas não é menos verdadeiro que nos Estaduais também são revelados muitos bons jogadores.

Outros fatores são importantes. O futebol jogado nos campeonatos regionais nos faz tomar contato com um jogo mais livre e mais solto, distante da sistematização tática e de toda essa globalização que faz com que o futebol seja jogado de maneira engessada, prejudicando a criatividade.

Um exemplo disso é o número de gols feitos no atual Campeonato Cearense. Temos uma das melhores médias no País e, diga-se de passagem, que a maioria deles não foi feito de bola parada, como é o caso do Campeonato Brasileiro, em que vai todo mundo para a grande área esperar um cruzamento.

Além dessas coisas a visita dos grandes clubes aos municípios proporciona um encontro do torcedor local com seu clube, onde ele poderá ver seu ídolo em carne e osso e a cidade recebe um grande número de torcedores, proporcionando um aumento na renda do jogo e um faturamento extra no comércio local.

* Serginho Amizade, como era conhecido na época de jogador do Botafogo-RJ, Fortaleza e Ceará, foi treinador do Ferroviário em 1984, dirigindo o time em 8 partidas.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 8 Comentários

01/02/2010
A criançada com o hino coral na ponta da língua

Na semana da marca histórica de 1700 jogos do Ferroviário pelo Campeonato Cearense, o torcedor Tarso Marques gravou seu filho cantando o hino coral.

Lindo! Pablo Artur tem 2 anos e meio e, segundo seu pai, "depois de algumas semanas assistindo o vídeo da pequena Julia Amorim, Pablo aprendeu direitinho".

Linda! Júlia é filha de Jayckson e Elba. Na época, com 3 anos de idade, cantou o hino do Ferroviário em homenagem ao dia das crianças.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 10 Comentários

28/01/2010
É Fantástico: Rafael faz quatro gols e pede a música

Não sou o Tadeu Schimidt, nem trabalho na Rede Globo, mas visto que ontem não foi domingo e, portanto, não tivemos Fantástico, tratamos nós mesmo de homenagear o Rafael. Ele pediu a música "Apaixonada", de Aline Barros. Aí está:

Um agradecimento especial ao amigo Alberto Tavares, que esteve na Barra captando as imagens para a edição deste vídeo. Pra frente, Ferrão!

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 16 Comentários

25/01/2010
Uma vitória maiúscula para premiar o belo trabalho

Não é segredo para ninguém o estado em que esta nova diretoria pegou o Ferroviário Atlético Clube. Em poucos dias, partindo totalmente do ZERO, uma gabaritada comissão técnica foi contratada e um competitivo elenco foi montado. Paralelamente, a estrutura física da Barra do Ceará foi e continua sendo organizada, com muito esforço e dedicação.

A vitória deste domingo sobre o rico time do Ceará, que está prestes a representar o estado na primeira divisão do campeonato nacional, é um verdadeiro prêmio para o belíssimo trabalho que vem sendo feito. Mais do que isso, comprova que estamos no caminho certo, quer queiram ou não.

Parabéns aos jogadores e treinadores. Parabéns aos diretores. Tenho orgulho em poder dar a minha parcela de contribuição à grandes homens como Ribamar, Renato, Santana, Evandro, Emmanuel, Félix, Luiz Augusto, Freire Júnior, Eduardo, e cia.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 20 Comentários

13/01/2010
Via orkut, o desabafo de um torcedor coral

"Eu queria muito encontrar com os distintos senhores que estavam ao meu lado no jogo Ferroviário x Itapipoca, criticando o time, xingando os jogadores e tudo e todos que podiam...

Queria repetir para eles o que disse lá, para ficarem em casa ao invés de ir ao estádio falar mal de um time que montou o elenco em cima da hora (em comparação aos demais), queria ver o que eles acham do time do Itapipoca agora que ganhou do Ceará, pois para boa parte da torcida, o parâmetro é esse...

Queria encontrar ainda os torcedores que estava do meu lado na amistoso Ferroviário x Uniclinic, quando eles diziam que nosso Ferroviário cairia para a segunda divisão, que não temos time para ganhar do Fortaleza, que perdeu na primeira rodada e do Ceará, que perdeu para o Itapipoca...

Quisera eu que esses não fossem a maioria dos nossos torcedores, esses que denigrem e desistimulam nossos jogadores... Eu tinha dó dos jogadores se aquecendo enquanto aqueles arruaceiros, que se dizem torcedores, gritavam e xingavam, os jogadores só olhavam e abaixavam a cabeça desolados... Que torcida era aquela que reclamava do 1x0 sobre o Uniclinic e do empate de 0x0 com o time que dias depois ganharia daquele que para eles é "o parâmetro".

Reclamamos muitas vezes da falta de patrocínios melhores, da falta de espaço, apoio e cobertura da mídia, mas será que nós mesmos, torcedores, estamos fazendo pelo menos o básico pelo nosso time?

Meu intuito não foi generalizar a torcida, pois sei que muitos de nós vão ao estádio e incentivam o time até o fim, ficam felizes pelas glórias e solidários aos tropeços. Meu intuito foi só desabafar e tentar tocar esses, que se chamam de torcedores.

Nosso time tem dificuldades como qualquer outro, mas precisa do nosso apoio. Continuemos fazendo críticas, é direito do torcedor, mas temos que respeitar o time e criticar construtivamente e com fundamento."

Escrito por Gilfran Ribeiro, em post na comunidade oficial do Ferroviário no Orkut. Meus parabéns, pela sensatez e demonstração de amor ao clube. Mais um exemplo para nós, corais, guardarmos como lição.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 37 Comentários

12/01/2010
O sucesso de todos depende do esforço de cada um

Estou lendo "Casos de Sucesso em Marketing Desportivo", de Pedro Dionísio, professor de Marketing na ISCTE Business School, em Lisboa. Lançado no segundo semestre do ano passado, é uma das primeiras publicações deste tema, ainda tão recente, em Portugal. Muito interessante. Recomendo.

Hoje, uma passagem do livro me chamou a atenção. Dois exemplos que mostram a importância da participação do torcedor, determinante para o sucesso do clube. Corais, guardemos como lição.

EXEMPLO 1 - No final da época 2008/09, o Belenenses perdeu em casa com o Nacional, comprometendo as suas aspirações à manutenção na 1ª divisão, mas os jogadores foram despedidos com palmas, o que pode ter contribuído para uma vitória num jogo seguinte em casa por 1-0, já em cima dos 90 minutos, que permitiu manter a esperança da manutenção até a última jornada.

EXEMPLO 2 - Na época de 2008/09, o Sporting de Braga eliminou o Standard de Liége da Taça da UEFA, com 3-0 em Braga e 1-1 em Liége. No final do jogo, os jogadores belgas foram aplaudidos de pé por todo o estádio, cumprindo o ritual de dar a volta no estádio e cumprimentando os espectadores das primeiras filas.

Entrevistado para a TV, o treinador Jorge Jesus chamava a atenção para o facto. Este comportamento dos jogadores iniciou-se em 2001/02, pela iniciativa de Michel Prued Homme, na época treinador do clube belga - durante o jogo, os adeptos apoiavam os jogadores e estes iam ao centro do terreno para serem aplaudidos ou apupados no final do jogo. No caso dos adeptos com deficiência física, os jogadores passaram a ir cumprimentá-los.

Este envolvimento de adeptos e jogadores está bem documentado na opinião de Prued Homme: "Um clube é um todo: direcção, treinadores, jogadores e adeptos. O ideal é retirar todas as tensões internas para criar um clube estável e com boa perfomance. Com este objectivo os adeptos, mesmo se estão desiludidos devem continuar a apoiar os jogadores durante o jogo. No final têm a possibilidade de mostrar o seu desapontamento com a equipa. Mas jamais durante o encontro, porque isso significa ajudar o adversário. Por seu lado, os jogadores devem apresentar-se aos seus adeptos no fim do encontro, para os saudar e agradecer o apoio, podendo receber palmas ou apupos." (Depoimento recolhido pelo autor em 6 de junho de 2009.)

* Adeptos são os torcedores; jornada é rodada; e apupos são vaias.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 4 Comentários

11/01/2010
É seguir trabalhando no caminho certo

Estaria mentindo se dissesse que o resultado da estreia coral não foi frustante. Lógico. Quem não quer largar o campeonato com uma vitória, principalmente quando se joga em casa com um estádio lotado? Mas calma, não há motivos para desespero. Muito pelo contrário. Basta entender um pouco de futebol para ter plena convicção de que temos um grande potencial para crescer dentro da competição. É seguir trabalhando no caminho certo.

Lendo mensagens no Fórum da Área Restrita do Portal Oficial do Ferrão, peço licença para retransmitir as palavras do amigo Flávio Assunção Filho: "...precisamos ser sensatos. Geralmente, o pimeiro jogo é uma incógnita, basta lembrar que ano passado estreamos perdendo de 3x0 para o Horizonte e depois só voltamos a perder na final para o Ceará. Sobre o jogo de hoje (ontem), é visível que o time está desentrosado e um pouco cansado (talvez devido a pré-temporada, onde os treinos físicos foram bem fortes), mas deu pra percebermos alguns bons valores que, com o tempo, podem vir a se destacar bastante, como Paulo Paraíba, Dedé, Jorge Mutt e Rafael. Em minha opinião, os melhores em campo. Vamos aguardar um pouco mais antes de criticar. É apenas um time em início de trabalhos. Portanto, o resultado foi perfeitamente normal. Se daqui há 3 ou 4 jogos não percebermos evolução, aí sim podemos nos preocupar."

Pegando a deixa, relembro outro início frustante de campeonato. O ano era 1994. Estreamos com um empate em 1x1 frente o Guarany de Sobral e na segunda rodada fomos derrotados pelo Tiradentes por 2x1 no PV. Naquela altura já tinha torcedor revoltado, dizendo que Batistinha, Acássio e Lima, dentro outros, não eram jogadores para vestir a camisa coral. Resultado do ano: timaço que venceu o 1º turno, o 3º e levou o título na final contra o Ceará, então vice-campeão da Copa do Brasil.

Postado por Chateaubriand Arrais Filho 18 Comentários

23/12/2009
Reconstrução coral: em busca de um novo perfil

Cinquenta dias depois de eleita, a nova diretoria do Ferroviário já dá ao clube uma nova cara. Basta uma passada pelas redes sociais virtuais para observar o otimismo de volta no coração dos autênticos corais. Analisando o currículo dos profissionais contratados para a temporada, sejam eles atletas ou membros da comissão técnica, já se percebe uma diferença no perfil que se deseja dar ao Ferrão. Mas esse post não diz respeito exatamente ao que é perceptível a olho nu, e sim ao que não é, que a grande maioria das pessoas sequer toma conhecimento e não imagina o grau de complexidade destes dias.

A nova gestão coral encontrou um clube esfacelado em sua própria moral. Instalações obsoletas, gramado deteriorado, desorganização administrativa, passivos judiciais preocupantes, categorias de base desativadas e o pior de todos os problemas: o sentimento de fragilidade e inferioridade enraizados na cultura organizacional. Por onde começar? Por uma base de jogadores que fosse minimamente confiável e que pudesse garantir um certo nível de entrosamento? Talvez. Até que se tentou recrutar de volta alguns atletas com raízes corais que, irresponsavelmente, haviam sido liberados. E foi ai que os bastidores locais começaram a conspirar contra as intenções da direção de futebol.

De repente, o mercado do futebol cearense começou a inflacionar para o lado do Ferroviário. Não por conta de um desejável upgrade qualitativo dos atletas. Quem dera! E sim em razão da estrutura vigente onde a grande maioria dos bons jogadores são obrigados a estarem vinculados a meia-dúzia de empresários até por uma questão de sobrevivência, num modelo onde os clubes há tempos deixaram de ter a importância de outrora, se comportando em sua grande maioria como autênticas barrigas de aluguel de um modelo viciado e pernicioso. Nenhum clube revela jogadores. Todas as promessas estão na mão dos mesmos de sempre. O próprio Ferroviário foi aniquilado naquilo que sabia fazer de melhor: revelar talentos para o mundo. Acabaram com a galinha dos ovos de ouro e o que se vê é um modelo fadado ao empobrecimento dos clubes e o enriquecimento de poucos, que muitas vezes se arvoram de praticar uma espécie de filantropia que simplesmente não existe.

O fato é que o mercado local pouco atendeu às demandas corais. O alto preço dos produtos caseiros, muito em virtude da estratégia dos antagonistas, afugentou o interesse em torno de alguns bons valores cearenses. Ocorre que o mercado da bola é muito mais amplo do que as terras tupiniquins. Bons valores são também encontrados em outros centros, muitas vezes numa relação custo/benefício até muito mais interessante. O Ceará, agora na Série A, é um exemplo disso, guardadas as devidas proporções. É uma questão de gestão e de fé na política adotada. Mais que isso, na escolha dos profissionais certos e comprometidos a um modelo de reconstrução praticamente literal.

As críticas irão surgir sempre. De futebol todo mundo entende - ou pelo menos, acha que entende. Afinal, é matéria mais discutida no Brasil. Vão dizer que bom é o jogador cearense. Vão falar que o treinador é forasteiro. Vão dizer que há muitos jogadores do sul e sudeste. Vão falar que o Elzir Cabral dá azar. Vão espalhar aquela notícia plantada. Vão dizer o possível e o impossível, o imaginável e o inimaginável. Pior que isso: o justo e o injusto. Porém, quem está no futebol tem que estar preparado para todo tipo de críticas. Tem que saber conviver com a diversidade de opiniões de um tema apaixonante onde simplesmente quase não há consenso e que muda de configuração de acordo com o ângulo de observação do fenômeno.

Em síntese, a formação de um time com um novo perfil para o Ferroviário é apenas um primeiro passo que não representa 10% do muito que tem que ser feito. Espero que toda a familia coral tenha fôlego para a maratona. A colaboração e compreensão dos verdadeiros corais será essencial para o processo de reconstrução que ora se inicia. Será preciso mais que a velha abnegação voluntária, que muitas vezes só atrapalha. Trata-se de algo muito mais complexo, que envolve amadurecimento, profissionalismo, foco, competência, maturidade, estrutura, paciência, estratégia, método, coesão e união. Dando tempo ao tempo, em meio à paz que o Ferroviário precisa, os resultados positivos serão inevitáveis. É só acreditar.

Postado por Evandro Ferreira Gomes 29 Comentários

20/12/2009
Os clubes, as competições e a busca pelo título

O Brasil é um país continental. Comparando-o com a Europa, poderíamos, sem medo, dizer que nossos campeonatos estaduais de futebol são os nacionais deles. Enquanto o nosso nacional seria o europeu, tamanha a abrangência e, principalmente, a quantidade de clubes candidatos à títulos.

Segundo o Cadastro Nacional de Clubes de Futebol da CBF, o Brasil tem 783 times profissionais em atividade. Destes, pelo menos 12 são verdadeiras potências nacionais e alguns até internacionais. E, no mínimo, mais outros 50 que são grandes em níveis regionais e estaduais. Afora aqueles emergentes, criados por prefeituras ou empresas privadas.

Na Região Sudeste está concentrado o maior número de clubes: 235 (30%), seguida da Região Nordeste, com 227(29%). São Paulo é o estado que tem o maior número: 132. No estado do Ceará somos 42.

Em 2009, foram disputadas 77 competições profissionais de futebol, sendo 5 nacionais, 1 regional (interestadual) e 71 estaduais.

Os únicos que conseguiram gritar "é campeão" duas vezes no ano foram o Flamengo-RJ (1ª divisão do carioca e série A do brasileiro), o Corinthians-SP (série A1 do paulista e copa do Brasil), o Votoraty-SP (série A3 do paulista e copa paulista), o Internacional (1ª divisão do gaúcho e copa Artur Dallegrave), o Joinville-SC (copa Santa Catarina e recopa sul-brasileira) e o Vitória-ES (série B do capixaba e copa Espírito Santo).

Equipes como São Paulo, Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio passaram o ano em branco.

O Ferroviário disputou apenas duas competições em 2009. Ficou em 3º lugar na classificação geral do Campeonato Cearense, após ser vice da Taça Estado do Ceará (1º Turno); e terminou em 15º lugar no Brasileiro da Série D, depois de ter sido líder do Grupo A3 na 1ª Fase.

Para 2010, poderemos disputar até três competições oficiais: o Estadual, o Brasileirão Série D e a Copa Estado do Ceará, grande novidade do ano. E, quem sabe, em 2011 aumentamos para quatro, com um lugar na Copa do Brasil, além de uma vaga assegurada na Série C.

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16/12/2009
Os gigantescos times minúsculos do futebol brasileiro

O blog Futebol Caipira noticiou: "Além de perder a base do time titular, a diretoria do Barueri ainda está travando um guerra política com o município de Barueri. O atual prefeito não está disposto a continuar investindo dinheiro no clube. E o impasse pode tirar o time da cidade.

Revoltados com a atitude da prefeitura, a diretoria do Barueri não descarta a possibilidade de abandonar o município e aceitar a proposta de outra cidade para mudar de nome e de região.

O Barueri recebeu uma proposta para se mudar para a cidade de Presidente Prudente, onde mandaria os jogos no estádio Eduardo José Farah, e trocaria o nome de Grêmio Barueri Futebol Ltda para Grêmio Prudentino Futebol Ltda.

Já a prefeitura de Barueri não está preocupada com a troca de sede do Barueri e acena com a possibilidade de montar outro time, o Esporte Clube Barueri, e iniciar na Federação Paulista de Futebol disputando o Campeonato Paulista da Quarta Divisão em 2010."

Sinceramente, eu não sei se rio ou se choro. São os chamados grandes times PEQUENOS, ou mesmo gigantescos times MINÚSCULOS do futebol brasileiro. Identidade, tradição e torcida? Que se danem. O importante é faturar.

Será que aqueles pouquíssimos torcedores que o Barueri tem vão se mudar para Presidente Prudente ou vão passar a torcer o novo time da cidade?

É, mas esse tal time que pode mudar de nome, de cidade e busca o dinheiro público, está na Série A do Brasileiro e com vaga garantida na Copa Sul-Americana, mesmo sem conseguir colocar nem mil e quinhentos torcedores no estádio. Enquanto isso, Ferroviário, Remo, Santa Cruz, Treze e outros tradicionais times do futebol brasileiro, com grandes e apaixonadas torcidas, comem o pão que o diabo amassou.

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13/12/2009
Jorge Mutt falta e Jardel brilha na despedida de Danrlei

Mais de 30 mil pessoas estiveram este sábado no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assistindo a despedida de Danrlei dos gramados. De um lado, o timaço do Grêmio campeão da Taça Libertadores em 1995: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Alexandre Xoxó (substituindo Arílson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel.

Do outro lado do campo, vários amigos da carreira do agora ex-goleiro, como Mazaropi, Tarciso, Mauro Galvão, Aílton, Caio, Anderson Lima, Rodrigo Fabri e Rodrigo Mendes. Do atual time gremista, ainda atuaram Victor, Souza e Douglas Costa.

O meia Jorge Mutt, que jogou com Danrlei no Grêmio e no Brasil de Pelotas, esteve convocado, mas acabou precisando faltar a festa por ter sido contratado pelo Ferroviário e estar com foco exclusivo na pré-temporada do clube coral.

No final da partida, 4x3 para o time de 95, com destaque para os dois gols de Jardel, criado nas escolinhas do Ferrão e que este ano disputou o Campeonato Cearense pela equipe coral.

Para quem valoriza a história do futebol e, principalmente, admira o futebol do nosso ídolo Jardel, segue vídeo com os principais momentos da despedida de Danrlei:

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09/12/2009
Fernandinho traz a recordação: humilhamos o Bahia


Vendo a matéria sobre o prêmio ganho por Fernando, ex-jogador coral, hoje no Barueri e usando o nome de Fernandinho, logo me veio a memoria um dos melhores jogos do Ferrão que pude assistir nesta década: 7x2 em cima do Bahia, no Brasileiro de 2006.

Os gols corais foram de Éverton, Sergio Alves (3 vezes), Fernando, Júnior Cearense e Marcos Pimentel. Para o Bahia, que tinha como treinador o ex-coral Lula Pereira, marcaram Luciano Baiano e o experiente Sorato.

Naquele dia formamos com: Jéfferson; Marcos Pimentel, Carlinhos, Marcelo Mendes e Glaydstone (Robinho); Júnior Cearense, Dedé, Stênio e Éverton (Diego); Sérgio Alves (Claudeci) e Fernando. Nosso técnico era Arnaldo Lira.

De todos estes, apenas Diego e Dedé continuam tendo contrato com o Ferrão. O primeiro já está treinando com o grupo na pré-temporada, enquanto o segundo esteve emprestado ao Fortaleza durante a Série B e ainda é uma incógnita.

Jéfferson, Júnior Cearense e Stênio jogaram pelo time coral que disputou o Brasileiro deste ano, mas já não fazem mais parte do elenco. Marcos Pimentel e Éverton são companheiros de Fernandinho no Barueri. Sérgio Alves subiu com o Ceará para a Série A este ano.

Carlinhos esteve no Ferrão durante o Estadual e, sinceramente, não sei por onde anda. O mesmo desconhecimento vale para Claudeci e Robinho. Marcelo Mendes, se não me engano, está no Sampaio Corrêa, enquanto Glaydstone, pelo que soube, vai ser comandado por Lira no Bahia de Feira de Santana.

Segue um vídeo bem legal, para relembrarmos aquele inesquecível dia:

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03/12/2009
Braga, Mossoró, Ferroviário e Edmundo


A "equipa" sensação do Campeonato Português atende pelo nome de Sporting. Não o de Lisboa, e sim o de Braga. Líder isolado da competição, os "minhotos" estão 2 pontos à frente do Benfica, 5 do Porto e incríveis 13 do seu homônimo da capital.

Na última segunda-feira, dia 30, assisti Sporting de Braga 2x0 União de Leiria e vi um show do brasileiro Márcio Mossoró. O meia, titular absoluto do time braguense e dono da camisa número 8, foi o melhor jogador em campo e constitui-se cada vez mais num dos principais responsáveis pela grande campanha do clube na temporada.

Mossoró, apesar do nome, é mais uma cria das categorias de base do Ferroviário. Saiu da Barra em 2002 para ser vice-campeão estadual em São Paulo e campeão da Copa do Brasil, ambos pelo Paulista de Jundiaí, em 2004 e 2005, respectivamente. Em seguida, pelo Internacional de Porto Alegre, conquistou a Taça Libertadores da América em 2006 e a Recopa Sul-Americana em 2007, além de dois vice-campeonatos brasileiros.

Em terras lusitanas, antes de ter o seu passe comprado pelo Sporting de Braga junto ao Inter, o ex-jogador coral esteve primeiramente emprestado ao Marítimo, da Ilha da Madeira.

Mas voltando aos seus tempos de Ferrão, é impossível falar de Márcio Mossoró sem mencionar o nome de Edmundo Marcelo da Câmara Silveira, goleiro coral campeão em 1979 e que por muito tempo trabalhou como treinador das categorias de base do Ferroviário. Atualmente, é técnico do Sub/18 no Ceará.

Além de Mossoró, ele foi um dos principais responsáveis por revelar craques como Jardel, Iarley e Mota... do Ferrão para o mundo!

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02/12/2009
Sub-16: A resposta vem em campo

Não me atrai muito ler notícias dos nossos adversários, porém, admito que tem sido saboroso acompanhar notícias acerca do drama no Pici. Ontem no Diário do Nordeste, Lúcio Bomfim pediu união para o soerguimento do clube. Entre suas declarações, fica explícito o seu desejo em ser campeão do sub-16 a todo custo.

"[...] Nós ficamos mal acostumados porque na última década, ganhamos tudo. Eu apelo à consciência dos torcedores, porque ainda temos a hegemonia do futebol cearense. Somos nós o melhor time do Estado e nós ainda mandamos no futebol local [...]. O Leão está para conquistar a tríplice coroa do ano, ou seja, o título Estadual de 2009, o campeonato Sub-18 e agora um possível título do Sub-16". Disparou Bomfim.

Os fatos ocorridos na última semana na Barra acerca de encontros entre jogadores corais do sub-16, o técnico do Fortaleza Jorge Veras e o empresário Kleber Lavor, com aval de Bomfim, apenas comprova a falta de ética que ainda impera no futebol cearense e, especificamente, no nosso rival.

Engraçado que quando Jorge Veras chega na Barra, pára tudo! É endeusado por funcionários e torcedores. Taí o grande ídolo! Usou seu prestígio entre os corais para se aproximar dos garotos a serviço do rival. A diretoria coral agiu rápido e dispensou os atletas, para ficar o exemplo. Entretanto, exemplo é o que mais falta na administração Lúcio "Bom"fim, ou "C"omfim.

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01/12/2009
Campo da Vila pequeno?


De acordo com as regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA), os campos de futebol devem ter dimensões que variam entre 90 metros e 120 metros na linha lateral e entre 45 metros e 90 metros na linha de fundo, tendo em vista que, obrigatoriamente, a lateral deve ser maior que a linha de fundo.

Atualmente as medidas do campo da Vila Olímpica Elzir Cabral são de 110 x 75m, iguais as medidas do Maracanã, Mineirão, Castelão e Parque Antártica. Outros consagrados palcos do esporte mais popular do país  possuem campo de jogo com dimensões inferiores, como o Couto Pereira (109x72m), Morumbi (108 x 72m), Beira Rio (108 x 72m), Vila Belmiro (105,8 x 70m) e Olímpico (105 x 68m). O maior gramado do Brasil é do Estádio Serra Dourada, com dimensões 118 x 80m.

O problema do gramado do Estádio Elzir Cabral não está nas suas dimensões. O campo não é pequeno como aparenta ser. Na verdade, o campo se torna pequeno devido a grande compactação e desnivelamento do solo, o que dificulta o domínio de bola e reduz a velocidade e qualidade da partida, isso acaba por favorecer a equipe que vem disposta a retranca.

Tendo em vista o péssimo estado do gramado da Vila, a AAFAC resolveu  promover, além da recuperação do gramado,  a ampliação da linha de fundo. As novas medidas do gramado do Estádio Elzir Cabral serão de 110 x 79m. Passa a ser um dos maiores gramados do Brasil. Espera-se que esta estratégia adotada pela diretoria se concretize em um grande diferencial para as vitórias do Ferrão jogando diante de sua apaixonada torcida.

Além de parabenizar os Sócio-torcedores, responsáveis diretos pelos recursos investidos no patrimômio coral, gostaria de registrar o empenho dos diretores Felix Ponte e Paulo André, a frente da diretoria de patrimônio do clube.

Postado por Vitor Borges Monteiro 10 Comentários

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