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03/02/2010
Ora bolas: os campeonatos estaduais, por Sérgio Redes
Retransmito interessante texto de Sérgio Redes, publicado semana passada em sua coluna "Ora bolas" do Jornal O Povo. E antes que me perguntem, já respondo: sou fã incondicional dos campeonatos estaduais e os defenderei sempre.
Outro dia assisti pela TV Brasil um debate sobre a importância dos campeonatos estaduais. Presentes o técnico Dorival Jr, o ex-técnico Rubens Minelli, o ex-jogador Leandro Ávila, o narrador da Rede Globo Edson Mauro e o comentarista da rádio Tupi Rubem Leão.
À exceção do Rubem Leão, que apesar de destacar a rivalidade entre os clubes locais, não via muita importância nas competições, todos os outros participantes eram a favor dos Estaduais. Leandro Ávila, volante tricampeão pelo Flamengo e pelo Vasco, contou da competição entre os dois grandes do Rio.
O programa, também aberto aos telespectadores, perguntou se eles eram contra ou a favor dos campeonatos. E os telefonemas e e-mails revelaram que 79% das respostas eram a favor, por conta das rivalidades e pela importância da conquista de um título estadual na história de um clube.
Por aqui conheço gente que também é contra os Estaduais. E não estou falando de dirigente de clube, que tem que pagar a folha salarial do fim do mês, e sim daqueles da própria imprensa esportiva, que acham ruim ter que cobrir jogos considerados deficitários e que dão um mínimo de audiência.
Até entendo a reação porque o trabalho é árduo e audiência significa patrocinadores, mas, ao olhar por este ângulo, se enxerga apenas o lucro das empresas e dos clubes envolvidos, e não se atenta para o fato de que a extinção dos Estaduais desempregaria muito jogador.
O Mestre, meu guru aqui da Beira mar, não vê nisso um problema e sim um alívio porque tem muito jogador ruim que deveria estar fazendo outra coisa na vida, mas não é menos verdadeiro que nos Estaduais também são revelados muitos bons jogadores.
Outros fatores são importantes. O futebol jogado nos campeonatos regionais nos faz tomar contato com um jogo mais livre e mais solto, distante da sistematização tática e de toda essa globalização que faz com que o futebol seja jogado de maneira engessada, prejudicando a criatividade.
Um exemplo disso é o número de gols feitos no atual Campeonato Cearense. Temos uma das melhores médias no País e, diga-se de passagem, que a maioria deles não foi feito de bola parada, como é o caso do Campeonato Brasileiro, em que vai todo mundo para a grande área esperar um cruzamento.
Além dessas coisas a visita dos grandes clubes aos municípios proporciona um encontro do torcedor local com seu clube, onde ele poderá ver seu ídolo em carne e osso e a cidade recebe um grande número de torcedores, proporcionando um aumento na renda do jogo e um faturamento extra no comércio local.
* Serginho Amizade, como era conhecido na época de jogador do Botafogo-RJ, Fortaleza e Ceará, foi treinador do Ferroviário em 1984, dirigindo o time em 8 partidas.
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VICENTE SILVA FURTADO em 03/02/2010 às 16:28
Os campeonatos estaduais nas 03 (três) divisões devem continuar e aliás, até os famosos times de várzea como eram conhecidos as equipes de subúrbio, foram as maiores lembranças que herdei do passado, não muito longínquo. Quando lembro das equipes do bairro Parque São José, hoje Vila Pery e os seus entornos, como as agremiações do madureira, e que inclusive alguns jogadores foram prósperos em times profissionais e ainda; o vila brasil, corintias, moto clube, belmont, dragão, central, floresta e o meu saudoso são paulo. Ah, falando na última equipe mencionada, foi que herdei de coração e amo as cores preto, vermelho e branco, que ainda hoje brilham na minha retina,...que tempos bons que não voltam mais. Sempre torcia com ansiedade a chegada dos fins de semana, quando não alí pertinho de minha casa, a equipe ía de caminhão e acompanhava o timaço, que ainda hoje decoro a escalação principal. Em tempos, lembro com 10(dez)anos de idade, quando acompanhei o time bairrista o SP, em uma partida de futebol no antigo Parque Santa Fé, hoje João XXIII e era o ano de 1968 quando o meu ferrão foi campeão. Então, os times de subúrbios geraram e ainda hoje transferem bons valores para as peneiradas dos times profissionais. Com isso, surge a sequência e ninguém faz uma construção iniciando o alicerce de cima ou seja alguns valores que surgiram na história do futebol brasileiro, sairam dos campos de varzea, onde quer que sejam ou foram. Nos grandes centros como, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, etc,...não foi diferente e nem é. Estão aí na mídia, em grandes agremiações os mais variados valores, aqui e na europa, os que adviram de favelas, que são tantos que estão em equipes grandes e ainda chegam, que como exemplo, disponho e aponto o jovem Robinho e olhe que são muitos! Quero dizer que, sem os campeonatos estaduais as grandes vitrines de craques nesse Brasil afora não existiria. No mais, o nosso povo brasileiro, já tem no sangue o futebol e o carnaval; e isso é esporte, e esporte é cultura e cultura é educação! Fizemos a prospecção e herdamos lá do fundo das profundezas obscuras do nosso ser, e de nossas almas e levamos aos gramados a arte, a irreverência, a alegria e a tornamos mais uma profissão, que é a de jogador de futebol. Os cartolas globalizados só se interessam pelo metal, pela cacau, pelo money...e que se f...., e viva os campeonatos estaduais, os locais, os regionais, nossos campos de peladas, viva o futebol brasileiro! E viva o nosso ferrão!
Um abraço a todos, Vicente Poeta.
Ronny Farias em 04/02/2010 às 07:27
Sou torcedor do Ceará mas acompanho o Ferrim diariamente, é que meu filho torce Ferroviário e acessa esse site umas 100 vezes por dia....... GOsto do blog, traz matérias interessantes pro publico em geral como essa, só acho que vocês deve escrever com mais frequencia........ Os estaduais nao devem nunca acabar, sao tao bons quanto os outros campeonatos. Eu diria ate que fico mais empolgado quando chega o campeonat cearense do que quando chega o camp brasileiro.
Antonio Carlos Silva de Lima em 04/02/2010 às 10:12
Esta é uma discussão que certamente um dia virá. Cito aqui dois FINADOS torneios importantes; o nordestão e o Brasileiro de seleções. Lembro que o Juca Kfouri quando era da revista Placar defendia uma tese de elitizar o futebol Brasileiro. Com a ajuda das Leis Pelé e Zico isso vai se concretizando. Copiando o modelo Europeu com seus campeonatos divididos em divisões, a CBF vai prestigiando uma elite e os seus negócios, pois ha muito tempo o futebol nacional deixou de ser entretenimento da massa. Hoje os clubes deixam de ser patrimônio da torcida para serem fontes de renda dos empresários.O surgimento dos clubes/empresas, que não tem qualquer identidade com a cidade nem com o povo (vide Barueri), é um retrato fiel disso. Os próprios clubes da elite estão sofrendo com isso, já que este modelo infaciona o mercado. Temos notícia de clubes com dívidas imensas que é impossível de pagar. Ao pensarem em acabar os campeonatos estaduais, esquecem porém o tamanho do nosso país e a realidade cultural, social e financeira do nosso povo. No nosso caso, o cearence desse ano, ingresso de R$ 20,00 é um exagero para vermos verdadeiras peladas, porém é daí que surgem os craques que vão para a 1ª divisão. Do Ferrão saíram: Nasa,Clemer, Ediglê, Índio, Mota, M Mossoró, Éverton, Fernando, dentre outros. Com o fim dos campos de várzea já tivemos um grande desfalque para descobrir talentos. O fim dos estaduais, para a CBF e Federações Estaduais seria o mesmo que dar um tiro no pé. Para os sanguessugas, a autofagia. Para nos povão/torcedores, restaria a indignação e a tristeza.
VIRGILIO CESAR em 04/02/2010 às 12:56
PARA O NOSSO QUERIDO FERROVIÁRIO O CAMPEONATO CEARENSE, NO MOMENTO É A ATIVIDADE PRINCIPAL, EMBORA A CBF TENHA SUFOCADO ESSA NOSSA COMPETIÇÃO, CRIANDO REGRAS CLARAS PARA BENEFICIAR OS SEUS, QUE SÃO OS GRANDES CLUBES BRASILEIROS. ESSA QUESTÃO NACIONAL REQUER UM DEBATE MAIS AMPLO, POIS TEMOS QUE LEVAR EM CONTA MUITOS FATORES E CADA REGIÃO TEM AS SUAS PARTICULARIDADES, POR ISSO ACHO QUE TUDO NO BRASIL TEM QUE SER REGIONALIZADO, POR TRATAR-SE DE UM PAIS CONTINENTE.
ENTÃO UM CAMPEONATO ESTADUAL FORTE, SEGUIDO DE UMA COMPETIÇÃO INTERESTADUAL REGIONALIZADA, QUE PRESERVASSE OS CLUBES TRADICIONAIS E POR FIM, E JÁ NO FINAL DO ANO, UM CRUZAMENTO COM OS MAIS FORTES DE CADA REGIÃO, DARIA PRÁ RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DO FUTEBOL BRASILEIRO ONDE NÃO PENALIZAVA GRANDES CLUBES QUE ESTÃO PRATICAMENTE FECHANDO AS PORTAS , TERIA MAIS EMOÇÃO CASEIRA, OU ORGULHO DE VER UM NORDESTINO CAMPEÃO BRASILEIRO, COM CHANCE DE TODO ANO ISSO ACONTECER, NÃO EXPONDO OS CLUBES A UMA BRIGA DE FOICE E DESUMANA
NÃO DÁ PARA ENTERRAR BELAS HISTÓRIAS REGIONAIS COM A ILUSÃO DE UM DIA VER TIME CEARENSE, PIAUIENSE, MARANHENSE,ETC, POR EXEMPLO, SE ESTABELECENDO NA FÓRMULA CRIMINOSA ATUAL , ONDE LIMITAM A QUANTIDADE EM QUATRO DIVISÕES QUANDO SABEMOS QUE TANTAS DIVISÕES FOREM NECESSÁRIAS, TERIAM QUE SER CRIADAS PARA ATENDER UMA LEI QUE ESSES MESMOS DIRIGENTES FIZERAM ACONTECER, ONDE OS CLUBES TEM O DIREITO DE TRABALHAR DEZ MESES POR ANO.
O CAMPEONATO ESTADUAI É O QUE TEMOS DE MAIS PRECIOSO EM NOSSAS VIDAS EM TERMO DE FUTEBOL, POIS É ONDE ESTÁ FINCADA TODA A HISTÓRIA DOS NOSSOS CLUBES, PORQUE NÃO DIZER A NOSSA HISTÓRIA, ONDE INCLUI NOSSA INFÂNCIA, O LUGAR ONDE NASCEMOS, NOSSOS FAMILIARES, OU SEJA, NÃO DÁ PARA ESQUECER AS RAIZES DE UM POVO QUE TANTO GOSTA DO FUTEBOL E TEM ESSE ESPORTE COMO UMA PAIXÃO, E EU VIRGILIO CESAR QUE TENHO O MEU QUERIDO FERROVIÁRIO COMO LIÇÃO DE VIDA, SEMPRE TRABALHANDO PARA O BEM DO FUTEBOL, NÃO DÁ PARA VÊ-LO SEMPRE INJUSTIÇADO E VIVA O NOSSO FEIJÃOZINHO COM ARROZ, FAZ BEM, É SAUDÁVEL E VAMOS VIVER A NOSSA REALIDADE.
Samuel Cunha de Oliveira em 04/02/2010 às 15:50
Tudo bem que os campeonatos estaduais devem existir, pois são uma forma de manter viva a rivalidade local, mas não dá para querer voltar no tempo, quando esses campeonatos eram as competições mais importantes. O Ferroviário tem é que pensar no futuro, adotando um modelo de gestão profissional que possibilite ao clube alcançar uma posição digna de sua tradição no cenário nacional. Não podemos ficar para sempre disputando vaga em série D com times como Quixadá, Limoeiro etc, com todo o respeito a essas agremiações. Exemplos não faltam, vejam o Atlético de Goiás, que saiu da posição de clube quase extinto à de time da primeira divisão.
chico da uva em 04/02/2010 às 15:59
chicodauva@gmail.com, Como é importante este assunto pautado por varias opiniões diferente, mas o meu ponto de vista é ver a grande importância do esporte nos bairros, nas cidades e em qual quer parte do planeta, é importante um campeonato estadual, um campeonato de regiões, um campeonato (a classificação do Campeonato Brasileiro Série A = B = C = D, através dos Campeonatos Estaduais) (a classificação da Copa do Brasil, os quatro representante, exemplo Piauí, Ceará, Pernambuco e os outros estados Nordeste) classificado na tabela do Campeonato Estadual de cada Estado, sendo que da peneira de cada região se classifica o campeão e vice do Nordeste, campeão e vice do Norte, campeão e vice do Sudeste, campeão e vice do Sul e formando um G8 para decidir a Copa do Brasil , ou outras competições e na realidade o futebol tem que ser o ano inteiro. Onde o campeonato estadual é ponto de partida classificatória para outras competições, portanto é necessário trabalhar o ano completo para cada vez crescer o respaldo competitivo do Estado do Ceará
O futebol cearense melhor a qualidade profissional no geral, então temos jogadores no campeonato cearense com ótima qualidade técnica.
Natanael do Vale em 10/02/2010 às 17:02
Estou cansado de ler argumentos, ver depoimentos e frases de pessoas que insistem em querer modificar a nossa cultura secular de futebol para a cultura fria, metódica e monótona da europa. Já conseguiram acabar com as decisões dos campeonatos estaduais. Sempre fomos acostumados, desde criança e desde nossos avós serem crianças, de ver uma fase do campeonato em que o país pára para assistir o "mata-mata" dos melhores daquele ano. Aquele jogão em que ninguem tira o olho do jogo e que aparece aquele craque e numa jogada decide o campeonato. Acabou isso. Agora começam a falar em acabar com campeonatos estaduais. Dessa maneira, vamos copiar a cultura europeia, acabar com mais de 500 clubes que existem a 100 anos, desempregar mais de 1 milhão de funcionários espalhados pelo Brasil e desempregar milhares de atletas. Ainda assim, limitar a formação de grandes craques a alguns clubes e grandes centros. Por favor, não sejamos alienados e tenhamos personalidade.
jose aurelio em 18/02/2010 às 10:18
diretoria somos poucos torcedores mais apaixonados pelo nosso ferrão.saibam fazer um trabalho extra campo, aqui não é uma critica e sim um apoio. promocõis sérias pode arrecadar dinheiro, lebrem do primeiro jantar , estamos aqui para ajudar. pra cima deles ferrão.............
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O futuro não é mais como costumava ser!