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12/01/2010
O sucesso de todos depende do esforço de cada um
Estou lendo "Casos de Sucesso em Marketing Desportivo", de Pedro Dionísio, professor de Marketing na ISCTE Business School, em Lisboa. Lançado no segundo semestre do ano passado, é uma das primeiras publicações deste tema, ainda tão recente, em Portugal. Muito interessante. Recomendo.
Hoje, uma passagem do livro me chamou a atenção. Dois exemplos que mostram a importância da participação do torcedor, determinante para o sucesso do clube. Corais, guardemos como lição.
EXEMPLO 1 - No final da época 2008/09, o Belenenses perdeu em casa com o Nacional, comprometendo as suas aspirações à manutenção na 1ª divisão, mas os jogadores foram despedidos com palmas, o que pode ter contribuído para uma vitória num jogo seguinte em casa por 1-0, já em cima dos 90 minutos, que permitiu manter a esperança da manutenção até a última jornada.
EXEMPLO 2 - Na época de 2008/09, o Sporting de Braga eliminou o Standard de Liége da Taça da UEFA, com 3-0 em Braga e 1-1 em Liége. No final do jogo, os jogadores belgas foram aplaudidos de pé por todo o estádio, cumprindo o ritual de dar a volta no estádio e cumprimentando os espectadores das primeiras filas.
Entrevistado para a TV, o treinador Jorge Jesus chamava a atenção para o facto. Este comportamento dos jogadores iniciou-se em 2001/02, pela iniciativa de Michel Prued Homme, na época treinador do clube belga - durante o jogo, os adeptos apoiavam os jogadores e estes iam ao centro do terreno para serem aplaudidos ou apupados no final do jogo. No caso dos adeptos com deficiência física, os jogadores passaram a ir cumprimentá-los.
Este envolvimento de adeptos e jogadores está bem documentado na opinião de Prued Homme: "Um clube é um todo: direcção, treinadores, jogadores e adeptos. O ideal é retirar todas as tensões internas para criar um clube estável e com boa perfomance. Com este objectivo os adeptos, mesmo se estão desiludidos devem continuar a apoiar os jogadores durante o jogo. No final têm a possibilidade de mostrar o seu desapontamento com a equipa. Mas jamais durante o encontro, porque isso significa ajudar o adversário. Por seu lado, os jogadores devem apresentar-se aos seus adeptos no fim do encontro, para os saudar e agradecer o apoio, podendo receber palmas ou apupos." (Depoimento recolhido pelo autor em 6 de junho de 2009.)
* Adeptos são os torcedores; jornada é rodada; e apupos são vaias.
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Samuel Cunha de Oliveira em 12/01/2010 às 22:39
Fico muito triste ao ver alguns "torcedores" que vaiam o time durante o jogo. Concordo que ao final o time possa ser vaiado, mas ficar esculhambando tecnico ou jogadores durante a partida é, como o amigo falou, ajudar o inimigo.
Flávio Assunção Filho em 12/01/2010 às 22:41
Chatô, seu post me fez lembrar de um jogo que assisti do campeonato inglês entre Aston Villa e Portsmouth. Em dado momento o jogador Ashley Young, do time da casa, partiu pela esquerda, cortou pra dentro e arriscou o chute do bico da grande área. No entanto, pegou muito mal na bola, que fez uma curva e saiu mesmo foi pela lateral direita. O que a torcida fez? Aplaudiu o esforço e a vontade do jogador de fazer algo diferente, arriscar. No lance seguinte o mesmo cara tentou do mesmo jeito e... fez um golaço. Fico imaginando se isso aconteceria aqui. Nós torcedores temos a mania chata de criticar sempre que algo não sai da forma que pensamos que deve ser. Provavelmente nosso atacante seria vaiado e xingado de todas as maneiras possíveis no primeiro lance e nunca mais tentaria a mesma jogada. Na Inglaterra a torcida aplaudiu e viu um belo gol ser feito na sequência. Aqui ele não teria, por intimidação, a chance de tentar de novo e acertar.
chico da uva em 13/01/2010 às 09:11
chicodauva@gmail.com , Tenho observado os fatos históricos relacionado com o sucesso, então é relativo a busca ilimitada de sucessos, mas é lógico que este fato é comum na competividade, pois o trabalho tem este objetivo de ser poderante na sucessiva continuidade métodos fomentados com a união de pequenos e grandes colaboradores de processo vitorioso. Conclusão: o Ferroviário deu um grande passo em busca de uma inovadora transformação no seu trabalho.
Antonio Carlos Silva de Lima em 14/01/2010 às 10:36
Naõ é necessário ir tão longe para ter esses exemplos. Em jogo contra o Ce na final de 1988, perdemos por 5x0 no tempo normal. Ao final a torcida coral aplaudiu e fez uma festa para o time como jamais se viu. Na prorrogação ganhamos por 2x0 e fomos campeões. Mas o time tinha jogadores como Robinson, Mazinho Loiola, Guina. Recentemente, contra o mesmo Ce vi isso no PV e no Castelão, quando saímos perdendo no 1º tempo por 1x0. No PV perdemos gols debaixo da trave e até penalti, no Castelão Perdemos várias chances das quais uma de cabeça debaixo da trave. Ao final destes jogos acabamos derrotados pelo magro placar. Me pergunte quem eram os jogadores...Não lembro.
Qual a motivação nos casos descritos acima? Essa é a diferença para se ter um torcida uníssona com o time. Apludimos e temos resposta? Então estamos lado a lado. Aplaudimos e não houve resposta? Então surge um biombo entre as partes. É assim em qualquer area da nossa vida e no futebol também. Ao início de cada jogo a atorcida e time estão lado a lado. Como diz o reporter, tudo é festa tudo é alegria. Isso continua ou não conforme a desenvoltura em campo. Ter qualidade nas contratações, ter um bom técnico e esquema de jogo definidos, e acima de tudo VONTADE DE VENCER, contribui para esta união. Atorcida sabe e sente quando um time é vencedor, mesmo quando não ganha o campeonato.
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